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Internet
Móvel: a vez do Brasil
Por
Fabrício Bloisi*

Fabrício Bloisi,
CEO da Compera
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No
atual momento, muito se fala em políticas de desenvolvimento,
substituição das exportações, menor dependência externa, etc.
O Brasil cobra do futuro presidente soluções para estes problemas.
O
caminho que temos que trilhar, entretanto, não é um mistério.
Precisamos ter na globalização uma situação onde sejamos um país
com empresas que sejam competitivas e tragam divisas a partir
das suas operações no mercado internacional.
No
mercado de tecnologia da informação, o cenário fica ainda mais
claro: os desenvolvedores nacionais devem conseguir sensibilizar
este exigente mercado, com a excelência de suas soluções, evidenciando
que as aplicações, tecnologias e casos criados no Brasil em segmentos
emergentes - como a Internet Móvel - são tão bons e maduros quanto
os criados em qualquer parte do mundo.
Este
processo deve começar em casa: temos, só no Brasil, a oportunidade
para oferecer para os mais de 30 milhões de usuários de telefonia
celular, aplicações baseadas em Internet Móvel, que vão aumentar
a maturidade tecnológica do país. No setor corporativo, aplicações
sem-fio de força de distribuição e vendas ajudarão na retomada
do crescimento nacional como um todo, com otimização de processos,
geração de receitas, empregos e competitividade internacional.
Podemos
construir o cenário propício para o desenvolvimento destas soluções.
As operadoras de telefonia celular e as empresas nacionais devem
perceber que estamos bem colocados quando falamos em Internet
Móvel para criarmos oportunidades de efetivo uso de recursos wireless.
Empresas do setor já estão se unindo para o fortalecimento desta
idéia: um exemplo concreto é o Mobile Data Task Force, na Amcham,
uma força-tarefa que reúne os principais players de mobilidade
que atuam no Brasil para desenvolverem o mercado de internet móvel
e torná-lo competitivo mundialmente.
O
Mobile Data Task Force é um primeiro passo para que as empresas
do segmento percebam que podemos competir no mercado global, pois
temos criatividade e excelência tecnológica para nos posicionarmos
como líderes, principalmente se focarmos em segmentos de mercado
emergentes. Ao governo, cabe incentivar estas iniciativas, com
uma política tributária condizente, investimento na marca "Brazil"
e financiamento às exportações.
Temos
que enxergar com clareza que investir e acreditar no uso da tecnologia
pode contribuir para posicionar o Brasil em um segmento de alto
potencial na economia da informação. Podemos fazer isto. Depende
não apenas do futuro presidente, mas de cada brasileiro que conseguir
visualizar a si mesmo como parte de um país vencedor, bem como
fazer sua parte para tornar isto realidade.
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Fabrício Bloisi é CEO da Compera, empresa
brasileira de soluções wireless e Chairperson do subcomitê Mobile
Data Task Force, da Amcham.

Revista Rede@Telecom
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Nota
do editor: Este artigo foi originalmente publicado na versão impressa
da revista Rede@Telecom,
edição de Outubro e gentilmente cedido pelos seus editores para
publicação na Mobilidade Brasil.
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