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Caro
leitor,
O que é Wi-Fi? Quais divergências giram em torno deste padrão? Mas qual padrão, afinal? Estas e outras dúvidas serão analisadas na matéria principal da edição, que vai apresentar um cenário de possibilidades acerca deste emergente recurso de conexão.
A pauta sobre Wi-Fi dá margem para outros dois assuntos relacionados: rede 2.5 G e os avançados dispositivos móveis que nos surpreendem a cada novo lançamento. Em suma, leia a quinta edição da Mobilidade Brasil e aproveite: 2010 bate à porta.
Um abraço,
Paulo Henrique Ferreira
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| CONTEÚDO |
Brasil,
20 de Fevereiro de 2003 - número 5 - ano 2
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Do Starbucks para sua casa
Tem sido muito discutida a adoção da tecnologia Wi-Fi (Wireless Fidelity) para a criação de rede wireless em aeroportos, empresas, hotéis e muitos outros locais. Com a tecnologia, os usuários poderão conectar à internet sem-fio através de seus computadores móveis via rede local.
Hoje em dia, o padrão Wi-Fi utiliza a versão 802.11b, que permite que o usuário entre na rede americana de lanchonetes Starbucks, abra o laptop e faça uma conexão via rede Wi-Fi com uma taxa de transferência de 11 Mbps a uma freqüência de rádio de 2,4 GHz, enquanto aprecia seu "brunch".
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Cenas como esta na lanchonete americana vão se repetir cada vez mais por todo o mundo, é o que aposta a Intel, gigante produtora de processadores. "O uso de Wi-Fi está passando por um crescimento explosivo. Estimativas mostram a possibilidade de crescimento para 30 milhões de laptops equipados com capacidade Wi-Fi em três anos", disse Les Vadasz, vice-presidente executivo da Intel e presidente da Intel Capital. "Mudará fundamentalmente o modo como as pessoas usam tecnologia e permitirá acesso à Internet em alta velocidade a qualquer hora, em qualquer lugar, para uso próprio e de negócios." |
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O gráfico mostra as previsões de venda
de equipamentos Wi-Fi (em U$ bilhões),
segundo a Info-Tech Trends. |
Cenas como esta na lanchonete americana vão se repetir cada vez mais por todo o mundo, é o que aposta a Intel, gigante produtora de processadores. "O uso de Wi-Fi está passando por um crescimento explosivo. Estimativas mostram a possibilidade de crescimento para 30 milhões de laptops equipados com capacidade Wi-Fi em três anos", disse Les Vadasz, vice-presidente executivo da Intel e presidente da Intel Capital. "Mudará fundamentalmente o modo como as pessoas usam tecnologia e permitirá acesso à Internet em alta velocidade a qualquer hora, em qualquer lugar, para uso próprio e de negócios."
Apesar de toda a expectativa de um padrão mundial de acesso local à rede wireless, as divergências tecnológicas e de mercado já começam a se revelar. Um exemplo disto é a discussão sobre qual o padrão mais adequado para o Wi-Fi: 802.11b com seus 11 Mbps ou 802.11a, que suporta mais usuários a uma taxa de 54 Mbps. No entanto, esta última versão funciona a uma freqüência de 5 GHz e portanto, incompatível com o 802.11b. Naturalmente, estes avanços já apontam soluções intermediárias, como a versão 802.11g, um formato ainda em desenvolvimento, que também oferece velocidades de 54 Mbps, mas usa a faixa dos 2,4 GHz e portanto é compatível com o 802.11b. Outro problema seria a interoperabilidade entre as redes metropolitanas de telefonia celular e o padrão Wi-Fi, seja ele a versão a, b, g ou outra que surgir.
Contudo, tanto para a questão das possíveis versões a serem adotadas pelo mercado, quanto a convivência entre redes metropolitanas e redes locais, as soluções já começam a surgir. Um exemplo disso são os planos de fabricantes como Avaya e Motorola de desenvolverem sistemas para convergir voz e dados de redes públicas e locais. Estas soluções seriam telefones de padrão duplo Wi-Fi/celular, softwares para convergência ou ainda uma infra-estrutura Wi-Fi que suporte voz. Independente da versão adotada ou da solução encontrada para aparar as arestas tecnológicas, o mercado enxerga o padrão Wi-Fi como "uma das áreas mais propícias à inovação na indústria", conforme endossa Pat Gelsinger, vice-presidente e chief technology officer da Intel.
Outro peso pesado da indústria, a Microsoft, também enfileira o discurso das grandes corporações pró-Wi-Fi. Em sua palestra "Wi-Fi conquista o mundo", Bill Gates diz estar "grato em ver como as redes sem fio Wi-Fi conseguiram superar todas as expectativas de penetração" e que espera que o padrão se torne disponível "em praticamente todo lar e todo espaço de trabalho".
Como podemos ver, os avanços do padrão Wi-Fi apontam a tecnologia como um importante recurso no ecossistema de acesso wireless que também utiliza as redes metropolitanas de celular para a transmissão de dados e voz. Tanto as corporações quanto os lares terão diversas formas de acesso sem-fio. Todas estas possibilidades vão alavancar o uso de internet móvel e a convergência de sistemas wireless com outras mídias, como TV Digital e internet de banda larga, abrindo novas possibilidades técnicas e comerciais. Seja no Starbucks, em casa ou no trabalho, será possível o acesso à internet rápida. A única coisa que vai mudar é a qualidade do café...
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Nas ondas metropolitanas
Antes do advento da rede 3G, inundando todos os ambientes públicos e locais de conexões à internet, o padrão 2.5G já oferece boas possibilidades de transmissão de dados para os usuários das grandes cidades brasileiras.
Por aqui, cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Campinas e outras já podem experimentar o acesso via placa de CDMA 1XRTT, oferecida pelas operadoras Telefônica Celular e Telesp Celular. Com velocidade até 144 kbps, este padrão permite que as empresas e os executivos tenham uma opção inédita de transmissão de dados e mobilidade em suas ações corporativas.
Outro auxílio na espera do 3G, a rede GSM também oferece novos recursos de transmissão de dados. Além de acesso à internet, os serviços de Mensagens Multimídias (MMS) e outros aplicativos reforçam a estratégia das redes GSM que é a massificação do uso dos novos serviços e dos respectivos produtos, como forma de garantir o retorno sobre o investimento, uma vez que o padrão GSM já caminha para a total cobertura nacional.
A capacidade de transmissão de dados da rede CDMA 1xRTT e a versatilidade das aplicações GSM já dão mostra e preparam o mercado e os usuários para uma conexão de múltiplos recursos e alcance das novas redes 3G. Estas redes serão de alta velocidade e permitirão o acesso à internet veloz, filmes, músicas e transmissão de arquivos para serem lidos de acordo com a potência do dispositivo móvel e a necessidade do usuário, como já acontece no Japão, com o Sha-mail, aplicação da operadora J-Phone, que permite aos usuários conexão e transmissão veloz de filmes e arquivos. O Sha-mail tem o mérito de disponibilizar para os usuários aparelhos de baixo custo que têm capacidade de transmissão de dados multimídia, enquanto a rede de 3a geração ainda não decola em definitivo.
Redes como estas, casadas com as tecnologias locais de acesso - como Wi-Fi - logo oferecerão aos seus usuários total conectividade à internet e dados móveis. Os aplicativos, convergência de padrões e velocidade de conexão são apenas uma questão de tempo e maturidade do mercado, que vai oferecer, gradativamente, cada vez mais recursos aos usuários finais e corporativos de telefonia móvel. Afinal de contas, como já foi dito por aqui, 2010 está mais perto que imaginamos.
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Brinquedinhos móveis
Com o avanço das redes metropolitanas de telefonia e as perspectivas positivas para o mercado de internet móvel, os fabricantes de dispositivos móveis já começam a soltar imaginação e oferecer aos usuários sofisticados recursos como convergência de telefone com computador de mão, transmissão de fotos e vídeos, MMS e muito mais. Abaixo, confira alguns novos "brinquedinhos" que já podem ser muito bem utilizados no território nacional:
Gradiente Partner: o primeiro computador de mão com celular embutido lançado no Brasil é o Gradiente Partner. Anunciado no final de 2002 a novidade ainda tem um preço salgado: R$ 4.550. Também pudera: o aparelho, que vem com todos os recursos de um computador pessoal - programas do Office, MP3 player, download de arquivos e tudo mais que um computador respeitável oferece - está integrado com o celular, que permite interação de arquivos de bloco de notas (com reconhecimento de escrita) e navegação de internet quando o telefone toca. Funcionando no padrão GSM, o produto é vendido pelas operadoras Oi e TIM.
 Nokia 7650: Câmera digital e conexão sem fio via Bluetooth são os destaques deste terminal que suporta a troca de mensagens multimídia pela tecnologia Multimedia Messaging Service (MMS). Lançado no final de 2002, este aparelho opera em padrão GSM, pelas operadoras Oi e TIM e custa em torno de R$ 2.250,00.
 Sony Ericsson P-800: Com o mote "mude sua perspectiva", o modelo P-800 da Sony Ericsson é um celular de tela grande, que pode ser utilizada na horizontal (como máquina fotográfica digital ou vídeo-game, por exemplo) e na vertical, para recebimento de MMS, anotações, agenda, e-mails... ah, e é claro, telefone celular. R$ 3.000.
 Motorola 388: Na mesma linha do handheld da Gradiente, a Motorola oferece um computador de mão acoplado ao telefone celular. Mais próximo de um palm, o computador envia e-mail, arquivos, organiza agenda e grava pequenos arquivos de som. Com o preço estimado em R$ 1.799,00 também funciona no padrão GSM.
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Mensagens
curtas
- Telesp Celular Participações anuncia aquisição da operadora TCO e incorpora mais de 3 milhões de usuário nas regiões Centro-Oeste e Norte do país.
- Sony Ericsson receberá aporte de U$ 300 milhões das empresas controladoras para alcançar lucratividade já em 2003.
- Yankee Group divulga previsões de crescimento para o mercado brasileiro de telecom: destaques para internet por banda larga e novas redes 2.5 G de telefonia celular.
- Estudo realizado pela Universidade de Utah (EUA) anuncia que uso de celular no volante provoca "cegueira instantânea" nos motoristas, devido à limitação da visão periférica.
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