Editors Note 


Prezado leitor,

Hoje em dia, não é preciso ser um aficcionado por tecnologia para utilizar SMS, WAP e MMS. Muitos usuários, em diversas regiões do país, de alguma forma já incluíram estes serviços no seu cotidiano.

É o que a Mobilidade Brasil pôde conferir junto a usuários de serviços de dados em São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Campinas e, até mesmo do Rio Grande do Norte.

O comportamento dos entrevistados aponta a razão pela qual a receita com dados já representa cerca de 5% do faturamento com serviços em algumas operadoras.

Este e outros assuntos sobre o mercado de mobilidade podem ser lidos na 22a edição da Mobilidade Brasil, que também conta com resenha, indicação de matérias e novidades sobre o mundo móvel.

Um abraço,

Paulo Henrique Ferreira

 
CONTEÚDO
Brasil, 23 de Fevereiro de 2005 - número 22 - ano 3

Serviços de dados no celular se popularizam
no Brasil

A "Mobilidade Brasil" foi conferir como usuários utilizam serviços de dados em diferentes
estados do país.


Europa móvel na visão de um brasileiro
Viajante envia para a "Mobilidade Brasil" sua impressão sobre o uso do celular na Europa.

Finep financia projeto de mobilidade na Unicamp
Unicamp, com apoio da UFMS, da Intel e da Compera, lidera projeto que facilitará o desenvolvimento de softwares para dispositivos móveis.

Vídeo arte no celular
Nokia lança trabalhos multimídia de artistas, para serem acessados através de celulares.

Dica de leitura
Leia resenha sobre o livro "Neuromancer", de William Gibson.

Mobile Business no Brasil
Leia matéria sobre ações sociais no celular.

PAINEL DE EVENTOS
Telexpo 2005
1 a 4 de março
São Paulo - SP
www.telexpo.com.br

Wireless Data Forum 2005
24 de março
São Paulo - SP
http://www.grifotech.com.br

Mensagens curtas


Expediente

  

Serviços de dados no celular se popularizam no Brasil

Estava no Rio Grande do Norte, mais precisamente numa vila de pescadores, a Praia de Pipa, quando me deparei com a seguinte cena: Roberta, uma estudante local de 17 anos, estava sentada em um computador no Telecentro do projeto "Rede Pipa Sabe", onde a população nativa pode ter acesso a conexão de internet, através de recursos públicos.

Na tela do computador que Roberta pilotava, estava aberto o site de uma operadora e um torpedo preste a ser enviado. Não resisti e perguntei: "está mandando torpedos?". Roberta, sem tirar os olhos do monitor, responde com seu sotaque típico da região: "é. Vou mandar um torpedo para uma amiga minha, em Natal. Converso muito por mensagens no celular".

Cenas como estas são, a cada dia, mais comuns no Brasil. Em todas as regiões e em todas as camadas da sociedade, a utilização de serviços de dados no celular está em fase de expansão e definitiva popularização. Segundo Ricardo Malizia, gerente de VAS da Compera, 2004 foi um ano de crescimento de serviços de dados no Brasil: "em 2005 estes serviços vão continuar em expansão. Mesmo os serviços mais maduros como torpedos e ringtones vão continuar crescendo. E serviços multimídia, que foram introduzidos de vez no mercado, terão um ano de consolidação".

E o início desta consolidação já pode ser conferido pelo comportamento de alguns usuários de serviços multimídia. É o caso de Maurício Nicácio, de Belo Horizonte. Estudante de direito da Uni-BH, o jovem de 24 anos tem um seu celular multimídia Samsung E700, habilitado em plano pós-pago na operadora Oi. Desde 2003, Maurício sustenta seu blog no serviço que a operadora disponibiliza para seus clientes, o Oi Blog. Usuário experiente, Maurício atualiza o blog com fotos de seu cotidiano na faculdade, em passeios com amigos e garotas, lanchonetes e baladas. Chega a gastar, apenas com serviços de dados, R$ 15 por mês: "eu freqüentemente envio SMS, além de fotos para meu blog. Quando comentam meu blog, também é enviada uma mensagem para mim. Aí, às vezes, eu acesso via WAP para ler o comentário", conta Maurício. Com mais de 43.000 mil visitas, o "Blog do Mau" é um dos sucessos de audiência e comumente apontado como um dos blogs indicados na home-page do Oi Blog.

Cínthia Ganzella, profissional da área de Marketing, é outra usuária de serviços multimídia. No entanto, a pautlistana de 25 anos não se encaixa exatamente no perfil de uma "early-adopter", com seu celular pré-pago Motorola, modelo C650, da TIM. Ainda assim, Cínthia é usuária do serviço FotoMensagem oferecido pela operadora, para manter contato com os amigos através do envio de cartões e torpedos animados. "Eu utilizo SMS e também envio MMS da internet para meu celular e de outras pessoas", conta. Cínthia acredita que o serviço disponível ainda pode melhorar, principalmente para o uso via celular, com o qual ainda não se familiarizou: "como só utilizo pela Web, e talvez por não conseguir enviar fotos tiradas pelo celular, não uso com muita freqüência, mas sempre procuro enviar mensagens multimídia em aniversários, ou ocasiões que fujam da rotina".

Mas nem só de multimídia sobrevivem os usuários de dados no celular. Joel Eduardo Pereira, que é contratado da Petrobrás e trabalha no setor Administrativo da Estatal, reconhece a utilidade dos serviços de dados em seu aparelho celular: "eu uso muito SMS e também procuro por notícias. Acompanho mais as notícias de esportes, apesar de o meu time não estar merecendo tal preocupação", brinca o flamenguista que mora na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro. Cliente Claro, ele gasta cerca de R$ 10 com dados e já se prepara para entrar, em breve, na nova etapa de comunicação móvel: "pretendo adquirir um Motorola V300 para também utilizar os recursos gráficos como fotos, vídeos", completa.

Casos curiosos

Mesmo os usuários mais moderados já acumulam histórias curiosas sobre a utilização de serviços de dados no celular. A jornalista Tatiana Baptista, 23, que mora em Campinas, não se considera uma usuária assídua. Mesmo assim, ela utiliza SMS diariamente em seu celular pré-pago da Vivo, sobretudo por economia: "o preço de uma ligação, em média, é de R$ 1.40, enquanto que o SMS é de 0.40, no máximo", constata. Tatiana também recorda que até já fez amigos, sem querer, via SMS. Ela lembra do episódio quando foi mandar uma mensagem de texto para um amigo e, por engano, digitou outro número. A mulher que recebeu a mensagem entrou em contato e hoje elas se conheceram e já são amigas. "A mensagem não chegou ao destino certo, mas fiz uma amizade", comemora.

Por falar em comemoração, foi durante a passagem de 2004 para 2005 que Ronaldo Magalhães, 27, enviou um SMS para desejar feliz ano novo a um grupo de amigos. Errou um dos números, mas fez uma boa ação: "no ano novo eu queria mandar a mesma mensagem para várias pessoas, desejando um feliz 2005 e pedindo a proteção de Deus para a vida delas. Acabei mandando para um número errado de alguém que nem conhecia até então. Esta senhora se sentiu tão feliz que me ligou agradecendo, pois fui o único a desejar um feliz ano novo para ela". Magalhães, que é coordenador de logística do Submarino, também gosta de utilizar o SMS para fins profissionais: "também utilizo SMS quando estou em alguma reunião e não posso interrompê-la para efetuar uma ligação. Mando então uma mensagem SMS de algum assunto importante para outra pessoa na empresa", revela.

Casos assim já são muito comuns no Brasil, seja lá no vilarejo da Praia de Pipa, no Rio Grande do Norte, até nas maiores cidades do país. E, segundo Ricardo Malizia, estas experiências são sinais dos primeiros resultados do trabalho feito pelas operadoras e desenvolvedores de serviços móveis: "a área de serviços de valor agregado é um terreno que apresentou e ainda apresenta algumas dificuldades, mas que já dá bons frutos. E o ano de 2005 será o ponto de maturação, principalmente de serviços sofisticados, como serviços multimídia".

O executivo explica que a Compera já está posicionada como líder no segmento de MMS no país e que tem uma estratégia definida para tornar real esta nova fase de serviços de dados: "este primeiro trimestre vai ser marcado por diversas mudanças nos produtos, para elevar o volume de uso, tornar os serviços rentáveis e seu crescimento sustentável. A área de serviços multimídia está em expansão pois, desde 2002, a Compera tem introduzido este tipo de serviço em toda América Latina. Estamos vislumbrando um mercado que vai realmente acontecer", conclui o gerente.

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Europa móvel na visão de um brasileiro

 


Leia abaixo comentário de Alexandre Piccolo, engenheiro e escritor, que está em viagem pela Europa e enviou, com exclusividade para a Mobilidade Brasil, algumas impressões sobre o uso de celular em países europeus, como França e Áustria.

 

"Celular em Paris e Viena não é mais febre, virou já aparelho de uso cotidiano. As opções são muitas, os aparelhos são baratos e já vêm com tudo: câmera digital, tocador de musica em mp3, agenda eletrônica, vídeo-game e diversas outras parafernálias compactadas na palma da mão - além, é claro, da tradicional caixinha de dizer "alô" (escrito ou falado), usada normalmente na comunicação entre pessoas.

Em alguns lugares, entretanto, o uso do "portable" esquenta além da febre. No Louvre e no d'Orsay, por exemplo, todos clicam e filmam as galerias, esculturas e telas nos inúmeros cantos dos museus, para enviar fotos e novidades, por email ou MMS, para amigos e familiares em todos os cantos do mundo, do Japão ao Brasil. Também é possível comprar Coca-Cola, ticket de Metrô, bilhete do estacionamento e até pagar a contas de supermercado com uns simples toques e cliques no celular - tudo fácil, ágil e quase banal.

Usar o celular na França é barato, mesmo para padrões brasileiros. Há aparelhos completos por 1 Euro, com horas e mais horas gratuitas para se falar por todo o país. Na Áustria, como o país é menor, as ligações para países vizinhos se tornam mais freqüentes, e deixam a conta um pouco mais salgada. Porém jamais exorbitante, já que na esquina há sempre um concorrente oferecendo o mesmo serviço, às vezes bem mais barato. Bom para quem usa o celular (ou seja, quase todo mundo), por poder levá-lo levinho no bolso, para todos os cantos da Europa".

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Finep financia projeto de mobilidade na Unicamp

A falta de padronização entre os diferentes tipos de dispositivos móveis, as diferentes plataformas de desenvolvimento e um sem-número de linguagens de programação são apenas alguns exemplos das dificuldades envolvidas na criação de novos aplicativos para dispositivos móveis. Para diminuir estas barreiras, a Unicamp, em conjunto com a Intel, Compera e a Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), encaminhou à FINEP – Financiadora de Estudos e Projetos - um projeto para a criação de uma nova plataforma de desenvolvimento de softwares para dispositivos móveis: o Quickframe.

O projeto aprovado pela FINEP tem como principal objetivo desenvolver uma plataforma básica e estrutural - “framework” - de código aberto que permita a criação de aplicações genéricas que possam ser executadas em um grande número de dispositivos móveis, eliminando, desta forma, parte das dificuldades de criação de novas aplicações móveis.

O Quickframe, portanto, será um único ambiente padrão que vai facilitar o lançamento de novas aplicações de mobilidade. Com ele, os desenvolvedores poderão lançar soluções no mercado sem se preocupar com as diferenças de padrão e de linguagens e poderão, também, disponibilizar suas aplicações em um grande repositório de soluções hospedado nos servidores do novo Laboratório de Mobilidade da Unicamp, que também será criado com recursos do projeto.

O projeto conta com a participação de sete pesquisadores da Unicamp e da UFMS, além de estagiários e estudantes de graduação e pós-graduação que deverão trabalhar diretamente no Laboratório de Mobilidade da Unicamp pelos próximos 2 anos. A Compera e a Intel serão responsáveis pelo suporte técnico e de mercado do projeto, evitando o distanciamento entre o que está sendo desenvolvido na Universidade e as demandas reais de mercado.

Américo Tome, gerente do WCN (Wireless Competence Network) da Intel, confirma esta estratégia voltada para o mercado: "com a excelência das instituições envolvidas no projeto, teremos uma pesquisa acadêmica em mobilidade ligada às necessidades do mercado, o que vai gerar retorno para o país, uma vez que esta plataforma será aberta, disponível para os desenvolvedores locais".

Já para Ricardo Anido, diretor do Instituto de Computação da Unicamp, o Quickframe extrapola as questões acadêmicas e de mercado e traz à tona o debate sobre a democratização de acesso à internet: “o projeto QuickFrame envolve alguns aspectos muito interessantes em termos de pesquisa, ao mesmo tempo que o resultado final poderá ser muito útil para aumentar a produção de aplicativos para dispositivos móveis específicos para as realidades nacional e regional. Esperamos que isso venha a contribuir para o acesso ao mundo digital para um número cada vez maior de pessoas”.

O projeto está previsto para ser concluído em 2006, quando será disponibilizada a versão final do Quickframe para uso de toda a comunidade de desenvolvedores do país.

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Vídeo Arte no celular 


Tela de um dos vídeos disponíveis no site da Nokia

Artistas multimídia mundialmente renomados ganharam mais um meio para publicar suas produções: o celular. A Nokia lançou uma série de vídeos artísticos, assinados por nomes como Louise Bourgeois, William Wegman, David Salle e Nam June Paik, para serem abaixados como ringtones e executados enquanto os aparelhos tocam. É possível também utilizar algumas "screenshots" dos vídeos (imagens estáticas) como papel de parede.

Os vídeos podem ser encontrados no site da Nokia e acessados gratuitamente pelos proprietários de alguns modelos de aparelhos do fabricante. Apesar de não ser anunciado quanto cada artista ganha pela disponibilização de seu trabalho, o contrato com a Nokia é em caráter de exclusividade e, justamente por isso, revela preocupação com do fabricante com os direitos autorais dos artistas. Tanto é que o número de downloads permitidos é de, no máximo, 3.000 acessos por cada vídeo e não é possível repassar o trabalho para outros aparelhos.

A experiência da Nokia é encarada com bons olhos pelos próprios produtores dos vídeos, pois acreditam que o celular pode popularizar a vídeo arte, que até então era restrita a nichos de pessoas que apreciam a modalidade. Para ter mais informações sobre esta iniciativa e conhecer melhor o trabalho dos artistas envolvidos, acesse: www.nokia.com/art.

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Neuromancer

"Neuromancer", de William Gibson, é, sem dúvida, um livro que está entre as grandes obras futuristas do século XX, ao lado de "1984", de George Orwell e "Admirável Mundo Novo", de Aldous Huxley. Mesmo antes do advento da internet comercial e da popularização dos recursos de computação, Gibson previu um universo onde os humanos poderiam atuar em uma outra dimensão cognitiva: o ciberespaço. Ciberespaço, aliás - termo muito utilizado para designar o ambiente virtual -, foi cunhado pelo próprio William Gibson, neste romance publicado em 1984.

"Neuromancer" conta a história de Case, um hacker traidor que teve seu cérebro permanentemente danificado e, em seguida, foi exilado por seus superiores em uma decadente região do Japão, sem acesso à Matrix (outro termo utilizado por Gibson no livro), buscando a sobrevivência no submundo do planeta. No entanto, quando Case estava chegando ao seu fim, ele recebe a visita de Molly, uma espécie de agente secreta enviada para contratar seus serviços para uma missão cibernética suicida, que não admite erro.

Esta missão é como uma segunda chance, pois Case não tem alternativa: ou obtém o sucesso ou volta ao exílio em piores condições do que antes - o que significa a morte. Em suma, esta é a única possibilidade de redenção de Case para escapar do exílio e da morte. E voltar ao Ciberespaço.

Gibson prende o leitor com uma narrativa que anteviu os termos computacionais e estabeleceu um ritmo de "thriller" ao livro, com uma linguagem cinematográfica, povoada de referências à corporações, punk rock, drogas, sexo e violência.

"Neuromancer" é um romance que extrapolou a condição de ficção e se tornou um referencial obrigatório sobre teorias acerca do Ciberespaço e Internet. É uma tese sobre como a computação pode alterar as relações humanas, o ritmo de sobrevivência e a percepção da vida real. Com o livro, Gibson marcou definitivamente a sua presença na cultura pop ao ser a grande influencia da trilogia cinematográfica Matrix e dar origem a estética do "Ciberpunk" - gênero muito explorado em filmes, livros e games. Leitura obrigatória para diversão e reflexão.

NEUROMANCER. De: William Gibson. Editora: Aleph. Quanto: R$ 39 (304 págs)

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Mobile Business no Brasil

Leia matéria no site Setor 3, sobre a utilização de celulares em ações sociais. Para ter acesso ao texto, clique aqui.

 

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Mensagens curtas

  • Oi anuncia aumento de 124% no uso de SMS no último ano: em 2003, foram enviadas 170 milhões de mensagens de texto; em 2004 este número saltou para 382 milhões.

  • Nokia e Microsoft fecham acordo para comercialização de música no celular. Nokia vai usar formatos da Microsoft para arquivos de música em seus aparelhos.

  • Fabricantes como Motorola e Carrier Devices anunciam a instalação do Skype, software de comunicação por voz, em alguns modelos de celulares e smartphones.
     
  • Compera anuncia novo executivo: Maurício Magalhães é o novo Diretor de Soluções e vai coordenar a área de projetos da empresa junto à cor
    porações.

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Expediente

A newsletter Mobilidade Brasil é desenvolvida pelo departamento de informações e comunicação da Compera, para informar os clientes, parceiros e fornecedores sobre movimentos e tendências do mercado nacional de internet móvel. A Compera é uma empresa 100% nacional, líder em mobilidade no país e exportadora de tecnologia para a América Latina, atuando junto operadoras de telefonia celular e grandes corporações.

Jornalista responsável: Paulo Henrique Ferreira - mtb 31.892

Compera
Rua Emerson José Moreira, 210
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